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5/9/2008

Citações

Por Emerson Alecrim

A Luciana Alves entrou em contato comigo para pedir a lista de citações que mantenho no final da coluna da direita do blog (já reparou nisso?). Segundo ela, as citações são interessantes, mas é chato ter que ficar mudando de página para ver frases novas. Foi isso que motivou o seu pedido.

Citações

Enviei a lista à Luciana, mas achei que seria uma boa idéia publicá-la em alguma página do blog, mesmo porque estou sempre adicionando citações que encontro por aí. Então, a seguir, disponibilizo a relação de citações que uso aqui. Atualizarei essa página sempre que disponibilizar novas frases. Em negrito estão as citações que mais gosto.

A lista é longa, mas perca algum tempo lendo cada item. Vale a pena, eu garanto! Há citações que te farão pensar e citações que te farão rir. Confira:

* * *

Tentar e falhar é, pelo menos, aprender. Não chegar a tentar é sofrer a inestimável perda do que poderia ter sido. Geraldo Eustáquio

* * *

A lógica pode levar de A a B. A imaginação pode levar-te a qualquer lado. Albert Einstein

* * *

Não sei qual é a chave do sucesso, mas a chave do fracasso é tentar agradar a todo mundo. Bill Cosby

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Nunca interrompa o seu inimigo quando ele está cometendo um erro. Napoleão Bonaparte

* * *

Ambição sem conhecimento é o mesmo que um barco em terra firme. Sr. Miyagi (Karatê Kid)

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Tudo o que temos que decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado. Gandalf (O Senhor dos Anéis)

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Grandes poderes exigem grandes responsabilidades. Homem Aranha

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Talvez a ciência nunca descubra um sistema de comunicação em escritórios melhor que o intervalo para o café. Earl Wilson

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Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta. Albert Einstein

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Uma vontade, mesmo se é boa, deve ceder a uma melhor. Dante Alighieri (Purgatório)

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Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar. Friedrich Wilhelm Nietzsche

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Nunca faça previsões, especialmente sobre o futuro. Samuel Goldwyn

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O segredo para permanecer jovem é viver honestamente, comer devagar e mentir sobre a idade. Lucille Ball

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És o que fomos, serás o que somos. Fachada do cemitério da cidade de Colorado - PR

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Só ao tentar me colocar no seu nível intelectual, fico com dor de cabeça. Marvin (O Guia do Mochileiro das Galáxias)

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Parte da ausência de humanidade do computador deve-se a que, competentemente programado e trabalhando bem, é completamente honesto. Isaac Asimov

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Os computadores são os únicos desafiantes que não têm uma desculpa na ponta da língua quando eu os derroto. Bobby Fischer

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Um computador permite que você faça mais erros mais rapidamente que qualquer outra invenção da história da humanidade - com as possíveis excessões do revólver e da tequila. Mitch Ratliffe

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Não existe nada mais chato do que duas pessoas que continuam falando quando você está interrompendo.Mark Twain

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Há algo de ameaçador num silêncio muito prolongado. Sófocles
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O destino de todos os grandes homens é serem ignorados ou caluniados em vida e admirados depois da sua morte. Jeanne Pompadour

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Faça aquilo que você mais teme. Ralph Waldo Emerson

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Para um mal entededor, todas as palavras não bastam, me calo. Elanklever

* * *

Odeio escrever, adoro ter escrito. Douglas Adams

* * *

Se nos fosse dado o poder mágico de ler na mente uns dos outros, o primeiro efeito seria, sem dúvida, o fim de todas as amizades. Bertrand Russell

* * *

A maneira mais fácil de ficar livre da tentação é ceder a ela. Tristan Bernard

* * *

Admiro os poetas. O que eles dizem com duas palavras a gente tem que exprimir com milhares de tijolos. João Batista Vilanova Artigas (arquiteto)

* * *

A Terra é o berço da humanidade, mas ninguém pode viver no berço para sempre! Konstantin Tsiolkovsky

* * *

Meus reflexos não são muito bons. Certa vez fui atropelado por um carro que estava sendo empurrado por dois sujeitos. Woody Allen

* * *

Por que escovar os dentes quatro vezes ao dia e fazer sexo duas vezes por semana? Por que não o contrário? Woody Allen

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A diferença entre os humanos e os computadores é que nosso tempo de atividade é um reflexo de nosso tempo de inatividade. Jonathan Schwartz (presidente da Sun)

* * *

O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler. Mark Twain

* * *

Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas. Charles Chaplin

* * *

Se o que você está fazendo for engraçado, não há necessidade de ser engraçado para fazê-lo. Charles Chaplin

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Para alguns homens, as ilusões sobre as coisas que lhes interessam são tão necessárias quanto a vida. Sébastien-Roch Chamfort

* * *

Nada faz realçar mais a autoridade do que o silêncio, esplendor dos fortes e refúgio dos fracos. Charles de Gaulle

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Existem duas espécies de idiotas: aqueles que não duvidam de nada e aqueles que duvidam de tudo. Charles Ligne

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Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? Confúcio

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O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente. Confúcio

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É pelas próprias virtudes que se é mais bem castigado. Friedrich Wilhelm Nietzsche

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Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas. Voltaire

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Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza. Oscar Wilde

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Posso resistir a tudo, menos à tentação. Oscar Wilde

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Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado. Oscar Wilde

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Os solteiros ricos deviam pagar o dobro de impostos. Não é justo que alguns homens sejam mais felizes do que os outros. Oscar Wilde

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Não deixe de perdoar os seus inimigos - nada os aborrece tanto. Oscar Wilde

* * *

Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo. Oscar Wilde

* * *

Justamente aquelas coisas que provocam mais medo são menos temíveis. Séneca

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Se fosse necessário estudar todas as leis, não teríamos tempo para as transgredir. Johann Goethe

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Se não houvesse más pessoas, não haveria bons advogados. Charles Dickens

* * *

Se você trata cada situação como uma questão de vida ou morte, morrerá muitas vezes. Dean Smith

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Se você estiver fazendo algo que vai se arrepender amanhã de manhã, durma até tarde. Henny Youngman

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Evite acidentes: faça tudo de propósito. Carlito Maia

* * *

Consenso é quando temos uma discussão e eu decido. Lee Iacocca

* * *

Você não se afoga por cair na água, você se afoga por ficar lá. Edwin Louis Cole

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Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e às tempestades. Epicuro

* * *

A arte do compromisso é dividir o bolo de modo que cada um pense ter ficado com a maior parte. Laurence J. Peter

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Uma verdade de má-fé contada é capaz de derrotar qualquer mentira por ti inventada. Willian Blake

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A astronomia compele a alma a olhar para o alto e nos transporta deste mundo para outro. Platão

* * *

De todas as 36 alternativas, a melhor é sair correndo. Provérbio chinês

* * *

Arrume um trabalho que lhe dê prazer, e você nunca terá que trabalhar na vida. Confúcio

Ao som de Unshine - Animal Spirit.

10:15 | Interessante, Reflexão | 2 comentários


24/8/2008

Escada rolante do capeta!

Por Emerson Alecrim

Não lembro se foi um colega ou um professor que comentou certa vez que a finalidade principal das máquinas é quebrar ou, quando menos, funcionar de maneira indevida. Não nego que essa afirmação tenha um fundo de verdade, mas verdadeiro também é o fato de que muitas vezes a culpa não é da máquina, mas de quem a opera ou a usa.

Lembro de um dia em que eu estava descendo uma escada volante rolante na estação Sé, a mais movimentada do Metrô de São Paulo. Na ocasião, um infeliz fez com que um pacote gigantesco ficasse preso na escada e, por conseqüência, todo mundo que vinha atrás se chocava contra ele ou com quem tentava se desviar do maldito. Não havia como voltar, pois a escada descia sempre cheia de gente. Eu só escapei do choque porque tive o bom senso de imitar o indivíduo que estava à minha frente: quando se aproximou da aglomeração em volta da caixa, o rapaz sentou em cima do corrimão - que também era rolante, obviamente -, permitindo-o desviar daquele monte de gente enroscada.

Esse episódio foi causado por falha humana. A escada, coitada, ficou lá fazendo o seu trabalho. Ninguém foi rápido o suficiente para apertar o botão que a faria parar. Mas há situações em que as máquinas, de fato, se revoltam (talvez porque foram mal projetadas, o que remete novamente a culpa aos humanos, mas não vou discutir isso agora). O vídeo abaixo é um belo exemplo. Nele, uma escada rolante que subia começa a fazer o contrário, isto é, a descer:

Esse curioso incidente aconteceu em Tóquio, durante um festival de animes e filmes. Do nada, a escada que subia lotada de pessoas começou a descer e de forma rápida. Confesso que ri da cena, mas com certa culpa, pois as conseqüências não foram nada engraçadas: cerca de 20 pessoas ficaram feridas.

A dúvida que fica no ar, é: o que fez a escada trabalhar de tal maneira? Eis algumas das minhas suposições:

- a escada teve uma crise de personalidade e imaginou que era a escada que conduz ao inferno, de forma que começou a descer;

- a escada quis acompanhar as ações da Vale e da Petrobras, que estão indo lá para baixo;

- a escada quis apostar corrida com a escada ao lado, que descia, mas lentamente;

- alguém disse “essa escada tem cara de ter sido feita no Brasil” e ela se revoltou com a ofensa.

A causa real, eu não sei, mas o acontecimento me deu a certeza de uma coisa: as máquinas estão cada vez mais próximas de assumir características humanas. Falhar e sacanear os outros elas já sabem :)

Referência: Blog Wired.

Morgana Lefay - On the other side.

12:52 | Inusitado | 2 comentários


17/8/2008

20ª Bienal do Livro São Paulo: eu fui!

Por Emerson Alecrim

Ontem (16/08/2008) foi o dia que escolhi para ir à 20ª Bienal do Livro de São Paulo, evento que acontece entre 14 e 24 de agosto de 2008 no Parque de Exposições Anhembi. Como bom amante de livros, não poderia deixar de visitar o local. A seguir, relato as minhas impressões.

O local fica próximo da estação Portuguesa-Tietê do Metrô (que também abriga o terminal rodoviário). De lá sai ônibus gratuito para o evento. Notei que muita gente tomava táxi ou pagava de 5 a 15 reais a motoristas ilegais para chegar à Bienal quando via o tamanho da fila de transporte. Pura precipitação. De fato, a fila estava grande, mas andava rápido, graças à grande disponibilidade de ônibus.

Entrada da Bienal do Livro
Entrada da Bienal do Livro

Ao chegar ao Anhembi, fiquei contente ao notar que não havia fila alguma para comprar ingresso (10 reais para adultos, 5 reais para estudantes). Para quem está acostumado a pegar longas filas, é uma notícia e tanto! Ao entrar na área de exposição, a primeira coisa que chamou a minha atenção foi o estande da Igreja Universal TV Record. Não, eles não estavam fazendo culto vendendo livros, mas sim fazendo gravações com os participantes da feira. Durante as minhas caminhadas por lá, também encontrei equipes de reportagem da Band, da Globo e de jornais.

Estande da TV Record
Estande da Igreja Universal TV Record

O primeiro estande que eu visitei foi o de uma editora de livros em espanhol. Dei uma boa olhada nas obras em exposição, mas saí de lá decepcionado: não encontrei nenhuma publicação que me agradasse. E olha que bons livros em espanhol não faltam! Diante disso, decidi dar uma olhada nos eventos paralelos que aconteceriam ao longo do dia. Novamente, nada me agradou. Parti então para a parte mais esperada: a compra de livros.

Visitando os estandes das editoras, encontrei vários e vários livros bons, gastaria muito tempo falando de todos os que folheei. Tive surpresas agradáveis, como o Guia Ilustrado Zahar de Astronomia, de Ian Ridpath, que fornece informações preciosas para quem deseja se aventurar no assunto. O livro custa 59 reais, mas graças aos cupons de desconto de 1 real do ingresso (são 10 cupons ao todo), paguei 53 reais pela obra. Ainda continuei achando caro, mas enfim…

Guia Ilustrado Zahar de Astronomia
Guia Ilustrado Zahar de Astronomia

Quando entrei no estande da Rocco, tive outra surpresa: vários livros da Anne Rice estavam à venda. Tempos atrás, quando procurei essas publicações, não encontrei nenhum à venda nas livrarias. Eram tantos, que decidi não levar nenhum, mas algo me diz que essa resistência não vai durar muito tempo…

Mesmo assim, não saí de mãos vazias da área de exposição da Rocco. Acabei dando de cara com o livro Alta Fidelidade, de Nick Hornby, e com várias outras obras do autor. O Rodrigo Ghedin havia feito uma recomendação desse livro em seu blog, então não pensei duas vezes antes de levá-lo. Ao chegar no caixa, vi que os atendentes estavam meio que desesperados. Descobri então que nenhum dos sistemas de cartão de crédito funcionava. Um rapaz tentou umas dez vezes passar o meu cartão, mas não adiantava. Daí perguntou se eu trabalhava com cheque. Eu disse que não. Perguntou se eu podia pagar com “dinheiro vivo”. Eu disse que não. Perguntou se eu não toparia levar o livro por 25 reais desde que eu pagasse dessa forma. Eu disse que sim. O livro custava 37 reais :)

Alta Fidelidade
Alta Fidelidade

Depois, foi a vez de entrar no estande da Martins Fontes. Eu tinha que cumprir uma missão ali: comprar o box com os três livros de O Senhor dos Anéis mais O Hobbit, de J. R. R. Tolkien. De quebra, ainda levei O Silmarillion. As cinco obras totalizaram 271 reais, mas consegui levar tudo por 250 reais. Confesso que quase levei Roverandom (outro livro de Tolkien), mas a preocupação com os gastos me fez mudar de idéia.

Box de O Senhor dos Anéis + O Hobbit e O Silmarillion
Box de O Senhor dos Anéis + O Hobbit e O Silmarillion

Achando que já havia comprado demais, passei a caminhar descontraidamente pelo local. Vi algumas coisas legais acontecendo por lá: uma dupla tocando repente, jovens da Fundação Casa (ex-Febem) lendo livros, vários escritores dando autógrafos, um rapaz dando explicações sobre um jogo de RPG e… só. Depois, me encontrei com um amigo, o Lucas, e continuei andando pelo local. Acabei comprando só mais um livro: Por Que as Pessoas de Negócios Falam como Idiotas (recomendação do Lucas).

Fotos dos estandes

Fotos dos estandes

Fotos dos estandes

É claro que nem tudo são flores. Para um evento desse porte, seria bom se os livros custassem um pouco menos, se as editoras fizessem o favor de colocar o preço das obras nas capas ou nas estantes (só a Rocco fez isso), se houvesse mais lugares para sentar (só havia na praça de alimentação), se a ventilação fosse melhor (o Lucas a todo o momento falava que eu estava “mijando pela testa” - ou algo assim), se representantes de jornais e revistas não ficassem oferecendo brindes que no final do mês se transformam em assinaturas não solicitadas e se o Senado Federal tivesse o bom senso de não estragar o humor dos visitantes com a visão de seu estande.

De qualquer forma, o saldo foi positivo. Ainda continuo achando que o livro é a melhor invenção do mundo, só perdendo para o biquíni fio dental ;)

Ao som de Amberian Dawn - Passing Bells.

18:11 | Entretenimento, Interessante | 5 comentários


12/8/2008

Feiras de ciências - Parte 2

Por Emerson Alecrim

Parte final do texto “Feiras de ciências - Parte 1″.

Minha terceira feira de ciências aconteceu no meu 1º ano do ensino médio, em outra escola. Adivinha qual era o tema da minha sala? Exatamente, sexualidade! Meu grupo ficou com a parte mais chata, embora não menos importante: planejamento familiar.

O mais legal foi que a sala toda contou com o auxílio da professora de psicologia e de uma ONG que dá apoio a pessoas soropositivo: Projeto Esperança. Graças a isso, conseguimos orientação, panfletos informativos, cartazes e até camisinhas para distribuir aos visitantes.

O começo da feira foi bem engraçado. Um grupo ficou responsável por explicar como se usa um preservativo. O primeiro colega responsável por fazer essa demonstração (calma gente, o grupo usou bananas para isso), estava tão nervoso e tão constrangido, que uma das meninas da sala se irritou, falou “dá isso aqui” e mostrou como se faz. No final da demonstração, ela foi até aplaudida. Eu acho que ela acabou se arrependendo, pois não apareceu mais, hehehe…

A sala era, de longe, a mais movimentada (por que será, né?). A gente viu de tudo ali. Mulheres com certa idade que não tinham noção dos perigos das doenças sexualmente transmissíveis, adolescentes e pré-adolescentes esbanjando curiosidade, meninas preocupadas com gravidez e moleques querendo saber sobre a importância do tamanho do pênis. Uma moça havia comentado comigo que seu marido se negava a usar preservativo. É claro que ela esperava de mim alguma orientação. A melhor coisa que pensei no momento foi sugerir o uso da camisinha feminina. Ela achou a idéia interessante e eu lhe entreguei um panfleto que explicava como usá-la.

Preservativo feminino

Tão logo ela foi embora, uma moça de uns 18 anos se aproximou de mim. Caro leitor, por mais vulgar que lhe pareça, me permita usar esses termos, pois somente assim a descreverei da forma mais fiel: ela era gostosa pra caramba! Corpo violão, peitões, bunda perfeita, pernões, cheiro bom, enfim. Em contraste com essa bela imagem, estava um garoto magricelo, com o rosto cheio de espinhas, óculos de lentes grandes, andar desajeitado, aparência de CDF, tímido e cabelo esquisito: eu.

A garota me chamou de canto e, sussurrando para ninguém ouvir (e, mesmo não intencionalmente, para me deixar arrepiado), me perguntou se a tal da camisinha feminina causava dores nas mulheres e se eu podia explicar um pouco detalhadamente como utilizá-la. Nobre leitor, por favor, pare e pense na cena: um mulherão daqueles pedindo conselhos íntimos para um moleque bobão…

A primeira coisa que fiz foi me perguntar: por que é que eu não caí no grupo que travava de preservativos? Em seguida, eu olhei novamente para aquele belo par de… Bom, você sabe, e disse a mim mesmo: diga algo que a impressione, rápido! Mas eu não sabia como começar e, para ganhar tempo, disse:

- Veja bem…

Nesse momento, a professora de psicologia apareceu e, com uma gentileza que somente esse tipo de profissional consegue ter, chamou a gostosona para outro canto e, ali, elas tiveram um papo de mulher para mulher. Bom, quanto a mim, fiz uma cara de “estava bom demais para ser verdade” e tratei de voltar ao trabalho.

A minha quarta e última feira de ciências foi a mais sem graça de todas. Aconteceu no meu 3º ano do ensino médio. O tema da minha sala era eletricidade. Por um triz não pegamos sexualidade novamente. Para ser sincero, eu não lembro exatamente do que o meu grupo tratou. Eu sei que um grupo vizinho tinha uma bela de uma casa de bonecas feita em madeira toda iluminada. Era a principal atração da sala. A única coisa da qual me lembro bem é que, em um dado momento, fui apresentar o meu trabalho a um grupo de visitantes e… Bom, o que acontece com quem brinca com energia elétrica? Exato, levei um baita de um choque na frente de todo mundo!

Eu juro que até tentei fazer um trabalho decente. Depois do choque, tratei de organizar melhor os fios para que as futuras vítimas não fossem os visitantes. Esse foi o meu erro. Quando já estava anoitecendo, um grupo entrou na sala e começou a tocar axé, funk, forró, etc. O lugar virou uma zona! Se eu não tivesse organizado os fios, as chances de algum daqueles infelizes ter levado um choque seriam bem maiores.

Não restou outra coisa a não ser recolher tudo e ir assistir à apresentação de uma banda de rock no pátio. O grupo não tocava muito bem, mas aquilo era bem melhor do que ouvir aquelas porcarias que estavam tocando na sala em que eu estava.

E assim termina a minha saga pelas feiras de ciências da vida. De todos os eventos que tinham nas escolas pelas quais passei, esses eram, de longe, os que mais agradavam aos alunos, mesmo porque era aberto ao público e, no final, sempre havia algum tipo de comemoração. E foi nessas feiras que comecei a lidar com coisas com as quais lido até hoje, como prazo apertado, impressão de que tudo vai dar errado, improvisos, negociações e etc. Azar de quem não soube aproveitar :)

Ao som de Soultakers - Floating.

10:46 | Cotidiano | 2 comentários


3/8/2008

Feiras de ciências - Parte 1

Por Emerson Alecrim

Em um período onde a educação já estava à beira do precipício, eu me orgulho de ter participado de quatro feiras de ciências durante a minha vida estudantil. Passei tanto o ensino fundamental (antigo 1º grau) quanto o ensino médio (antigo 2º grau) em escolas públicas, o que significa que falta de condições adequadas para os estudos era uma constante. Mesmo assim, durante as quatro feiras, alunos e professores conseguiram verdadeiras proezas!

A primeira feira de ciências que eu participei aconteceu quando eu estava na sexta série. No sorteio, a minha sala recebeu a função de criar, organizar e coordenar um ambiente de jogos de tabuleiro. O meu grupo ficou responsável pelos tabuleiros de dama. Um detalhe: todos os jogos tinham que ser montados por nós. Não podíamos simplesmente ir em uma loja e comprar os tabuleiros. A única exceção foi para o grupo responsável pelos jogos de futebol de botão.

A nossa sala ficou abarrotada de jogos: damas, xadrez, perguntas e respostas, futebol de botão, dominó, soletração, entre outros. Como conseqüência, a sala também ficou abarrotada de gente. Pais jogavam contra filhos, havia torcida para o futebol de botão, meus colegas de sala perdiam mais tempo ensinando o povo a jogar xadrez do que organizando as partidas em si. Os tabuleiros do meu grupo eram os mais disputados, afinal, todo mundo sabe jogar damas. As disputas entre as tampinhas de Coca-Cola e a tampinhas de Sprite duraram o dia todo. As pessoas faziam fila para entrar na nossa sala e reclamavam dos jogadores que já estavam dentro e demoravam para sair. Na única vez que abandonei o meu posto para descansar, fiquei surpreso ao saber que somente a nossa sala e sala que travava de sexualidade estavam disputadas.

Só ficamos realmente aliviados lá pelas 18 horas, quando todas as salas foram fechadas e o povo se dirigiu ao pátio para assistir às apresentações que aconteceriam ali. A primeira foi uma peça de teatro, com direito a beijo de novela! A segunda foi a apresentação de um coral (ou algo próximo a isso). A terceira e última atração foi um grupo de dança: meninas de 12 ou 13 anos com roupas curtas dançando uma música do Latino (Oh, baby me leva…).

Mundo de Beakman
Mundo de Bekman - fonte de inspiração das feiras

A segunda feira de ciências que eu participei aconteceu dois anos depois, quando eu estava na 8ª série. Desta vez, a minha sala teria que apresentar experiências científicas (justo em uma feira de ciências, que coisa, não?). Ao contrário da primeira feira, desta vez eu fiquei em um grupo bastante desorganizado. No final das contas, decidimos fazer um vulcão de argila que entrava em erupção com uma combinação de bicarbonato de sódio, água, mais alguma coisa para dar o aspecto de lava e outros produtos dos quais não lembro.

Nosso professor aceitou o trabalho, mas disse que, em comparação com os outros grupos, nossa proposta era muito fraca (pura implicância!), então teríamos que arranjar uma segunda experiência. Com menos de uma semana para a feira começar, arranjar um segundo trabalho era missão impossível. A coisa estava tão complicada que tentamos desmanchar o grupo de forma que cada integrante pudesse entrar em outro, mas não tivemos permissão do professor para isso.

Quando tudo parecia perdido, um canudo, um copo d’água e um pedaço de papel nos salvaram. Eu lembrei de uma experiência mostrada em um programa da TV Cultura (acho que o X-Tudo) que usava apenas esses materiais. Era um procedimento simples: eu teria que cortar o canudo de forma que uma parte ficasse maior que a outra. A parte maior tinha que ficar inserida dentro do copo com água. Com a parte menor, eu deveria fazer um ângulo de 90º graus com a parte maior. Com a outra ponta da parte menor, eu deveria soprar, soprar com força. O resultado era um tipo de spray feito totalmente à mão. A folha de papel servia justamente para receber os jatos de água.

Com desconfiança, nosso professor aceitou essa experiência, então, no dia da feira, lá estávamos, com uma mesa que continha um vulcão feito de argila e um copo d’água com um canudo cortado dentro. Sabe, os outros grupos tinham experimentos muito interessantes. Mostravam coisas se transformando dentro d’água, brincavam com jogos de ilusão de óptica, faziam uma cidade construída em maquete ser iluminada com uma mini-hidrelétrica, enfim. Naturalmente, durante o início da feira, as atenções ficaram concentradas nesses trabalhos.

O nosso vulcão, embora bem feito, não conseguia atrair a atenção dos visitantes, pois eles estavam ocupados com os outros experimentos. O jeito foi ficar lá, sentado, esperando algum interessado aparecer. Quem apareceu foi um integrante do nosso grupo, que faltava tanto às aulas que o chamávamos de “turista”. Ele chegou, olhou para nossa mesa, depois para as outras bancadas e falou: “guenta firme, aí”.

Um hora depois ele voltou trazendo uma caixa. Eu tive que sair assim que ele chegou, já que o nosso professor pediu para que eu ajudasse um outro grupo, já que eu não estava fazendo nada… ¬¬ Quando voltei, a situação era totalmente diferente. O “turista” fez todo um esquema de iluminação para chamar a atenção para o nosso grupo e, como se não bastasse, pediu para que seus amigos de skate fizessem propaganda do nosso trabalho na porta da escola.

A mudança foi da água para o vinho. Tivemos que correr para comprar mais bicarbonato e outros produtos, pois todo mundo queria ver o vulcão em ação. Uma das jogadas do “turista” foi justamente inserir um lâmpada debaixo da borda da boca do vulcão, dando, de fato, um aspecto de fogo à falsa lava. Para completar, ele ainda conseguiu um espacinho para colocar gelo seco e gerar fumaça. De quebra, eu mostrava ao pessoal que olhava o vulcão como funcionava o spray à base de canudo e água. Não preciso nem dizer que fiquei tonto várias vezes de tanto soprar.

No final das contas, o nosso grupo, que não tinha qualquer expectativa de fazer um bom trabalho, ficou com o segundo lugar de toda a escola. A votação foi feita pelos próprios visitantes da feira. Perdemos - adivinhe! - apenas para um grupo que tratou de sexualidade. O único problema é que até hoje estamos esperando o nosso prêmio, mas, enfim.

Quanto às outras duas feiras, continua no próximo capítulo. Até lá ;)

Ao som de Iced Earth - Blessed are you.

14:03 | Interessante, Política | 4 comentários


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